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Programa Refugiadas empreendedoras impacta 100% das participantes

  • Foto do escritor: Territorialize
    Territorialize
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

50% das empreendedoras passaram a buscar mais qualificação após o programa


Para muitas mulheres que chegam ao Brasil em situação de refúgio e, em muitos casos, sozinhas, recomeçar significa encontrar um novo lugar para viver e também reconstruir a própria trajetória. Foi pensando nesse desafio que surgiu o programa Refugiadas Empreendedoras, uma iniciativa do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), em parceria com a Agência Territorialize.


Voltado à formação de mulheres migrantes e refugiadas interessadas em abrir ou fortalecer seus negócios, o projeto reuniu, em sua primeira turma, 19 venezuelanas que vivem no Rio Grande do Sul. A proposta foi oferecer ferramentas práticas e mentorias para transformar ideias em negócios, mesmo com pouco ou nenhum investimento inicial. Tudo isso a partir da metodologia By Necessity, que incentiva a criação de negócios a partir da realidade e dos recursos disponíveis.  


As participantes compartilham histórias marcadas por deslocamento, desafios e adaptação. Elas chegaram ao Brasil em diferentes anos, mas muitas em condições precárias, passando por situações de vulnerabilidade até conseguirem apoio de organizações sociais. Já em solo gaúcho, enfrentaram dificuldades para acessar o mercado de trabalho formal e encontraram no empreendedorismo uma alternativa possível para gerar renda.


Impacto que vai além dos números


A participação no Refugiadas Empreendedoras, segundo as participantes, foi uma das motivações para levarem a sério o empreendedorismo. Todas as participantes relataram ter sido impactadas pela formação e passaram a acreditar em um futuro melhor após o curso. Para metade delas, o processo também despertou o interesse por novas qualificações, enquanto uma em cada quatro aponta aumento na autoestima.


No campo econômico, as mudanças também são concretas. Cerca de 31,3% das participantes passaram a ter o próprio negócio como principal fonte de renda e 12,5% formalizaram suas atividades após a formação. Embora a maioria já tivesse empreendido antes, 90,6%, o programa contribuiu para estruturar melhor essas iniciativas e ampliar suas possibilidades de crescimento.


Esses resultados foram acompanhados por meio de pesquisas socioeconômicas baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), com destaque para o ODS 1, de erradicação da pobreza, e o ODS 5, de igualdade de gênero. 


Entre as histórias que ajudam a traduzir esse impacto na prática está a da  venezuelana Viyorkis Yubiri Villegas Salazar, de 24 anos, que encontrou no empreendedorismo uma forma de conciliar trabalho e maternidade. Morando em Porto Alegre há três anos, Viyorkis encontrou na costura a sua fonte de renda. 


Com uma máquina doméstica, começou produzindo nécessaires, mochilas e bolsas em casa. A participação no programa marcou uma virada importante em sua trajetória. “Aprendi a separar minhas finanças, entender o que era do negócio e o que era da casa. Antes, eu vendia e já usava o dinheiro sem ver o lucro. Agora sei organizar”, explica.


Além dos aprendizados técnicos, Viyorkis destaca a confiança que ganhou ao longo da formação. “Aprendi que meu sonho pode se tornar realidade e que, com a ajuda de outras pessoas, muitas coisas podem ser conquistadas”, afirma.

O Refugiadas Empreendedoras se consolidou como um espaço de troca, acolhimento e empoderamento para essas mulheres que enfrentam diferentes desafios ao chegar no Brasil. Em muitos casos grávidas ou com crianças pequenas, hoje, elas seguem construindo caminhos e mostrando na prática que o empreendedorismo pode ser uma ferramenta para reconstruir suas trajetórias. 


 
 
 

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