Após participar do Gerdau Transforma, artesã ganha confiança para investir no próprio negócio

Depois de aprender crochê aos 10 anos, ensinar artesanato para pessoas em situação de vulnerabilidade e enfrentar períodos de desemprego, Maria Rosimeire encontrou no Gerdau Transforma o incentivo para transformar seu talento em um novo ciclo profissional

Depois de acompanhar depoimentos positivos sobre o Programa Gerdau Transforma na internet, Maria Rosimeire, 55, moradora de Pindamonhangaba (SP), decidiu que participaria da próxima edição disponível. Quando as inscrições abriram novamente em sua cidade, ela não perdeu a oportunidade.“Eu vi depoimentos muito bons sobre o curso e pensei: nossa, não acredito que perdi um curso desses. Assim que abrir de novo, eu vou fazer. E, quando abriu, eu fiz”, conta.
A participação no programa marcou um novo momento em sua trajetória. Segundo ela, o curso trouxe conhecimentos práticos sobre empreendedorismo, mas também algo que considera essencial para quem deseja ter um negócio próprio: confiança. “O curso foi um divisor de águas para mim. Uma das coisas mais legais que eles ensinaram foi acreditar em você mesmo – porque, acreditando em si, fica muito mais fácil seguir em frente. Vamos enfrentar problemas e dificuldades, mas é possível”, comenta.
Hoje, enquanto se prepara para encerrar um ciclo profissional na empresa onde trabalha, a artesã vê no empreendedorismo uma oportunidade concreta de se dedicar mais ao trabalho manual que ama. “Esse curso foi fantástico para mim. Eu consegui ficar de pé diante dessa situação, não me desesperei, porque, com o curso, entendi que eu posso e que vou conseguir. É nisso que eu estou acreditando”, reforça.
A relação com o artesanato começou cedo. Aos 10 anos, ela observava a vizinha produzir tapetes feitos com tiras de saquinhos de leite, técnica bastante comum há alguns anos. “Eu ficava encantada vendo aqueles tapetes. Perguntei se ela podia me ensinar e, a partir dali, todos os dias eu me sentava na calçada com ela para aprender”, relembra.

O interesse cresceu rapidamente. Depois de aprender a técnica básica, passou a pesquisar como trabalhar com linhas e agulhas mais finas. A mãe comprou sua primeira agulha de crochê e o hobby se transformou. Com o passar dos anos, ela buscou cursos, revistas especializadas e diferentes técnicas de produção. Hoje, guarda uma coleção de revistas de artesanato que considera um verdadeiro tesouro. “Tenho revistas antigas guardadas até hoje. São os meus xodós. Foi por meio delas que eu buscava muitas informações antes da internet facilitar tanto o acesso. Não empresto para ninguém”, brinca.
Do aprendizado com a vizinha às salas de aula
Em um período de desemprego, ela e a irmã passaram a vender peças em feiras de artesanato. O trabalho chamou a atenção de uma visitante, que as convidou para ministrar aulas em uma escola da prefeitura. Foi assim que Rosimeire descobriu outra vocação: ensinar. “Comecei a dar aula e me apaixonei. Foram três anos ensinando pessoas que nunca tinham pegado em uma agulha”, afirma.


Entre os alunos, havia idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ela conta que ver alguns deles transformarem o artesanato em fonte de renda tornou a experiência ainda mais significativa.
Atualmente, a artesã produz vestuário em crochê, peças para bebês e bordados para enxovais infantis, técnica que aprendeu com o objetivo de ampliar as possibilidades do negócio. Rosimeire lembra que o artesanato já foi responsável por sustentá-la em momentos difíceis e acredita que pode voltar a ocupar um papel central em sua vida profissional. “Meu sonho sempre foi trabalhar com o meu negócio. O curso mostrou que é possível transformar esse dom em uma fonte de renda. Agora eu acredito que esse pode ser o começo de um novo ciclo no meu empreendimento”, comemora.


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