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Sul Fluminense + Empreendedor forma operadores de drones

Foto do escritor: Territorialize
Territorialize
19 de mai.
2 min de leitura

Capacitação gratuita prepara para profissão que voa cada vez mais alto no país, em que as aeronaves não tripuladas já são mais de 155 mil





Desde o mês de fevereiro, 14 jovens da região Sul do estado do Rio de Janeiro – em que estão municípios como Volta Redonda (RJ), Barra Mansa (RJ), Resende (RJ) e Porto Real (RJ) – podem alçar vôos em direção a uma nova profissão: a de operadores de drones. Eles participaram do curso gratuito oferecido pela Territorialize, organização social de fomento ao empreendedorismo e à educação para o futuro do trabalho. Foi ela que respondeu pela estruturação, pela execução e pelo acompanhamento pedagógico da formação dos pilotos.


A capacitação para operar drones integra o projeto Sul Fluminense + Empreendedor, que visa a estimular a criação de renda e a fortalecer a inovação na região. “A avaliação sobre o projeto é muito positiva. O curso aproximou os jovens de uma tecnologia com grande potencial de aplicação no mercado atual. A formação amplia o repertório técnico dos participantes e apresenta a eles novas possibilidades de atuação em áreas como produção audiovisual, fotografia, comunicação, inovação e empreendedorismo”, descreve Mayara Nicoli, da Territorialize, produtora do projeto.


Durante o período de aulas, os beneficiados aprenderam sobre temas como fundamentos de voo, segurança, aplicações possíveis para o equipamento, legislação, captação de fotografias e vídeos aéreos, e edição de imagens. Além disso, foram tratados aspectos relacionados à abertura de negócios, como formalização, precificação e marketing. Após a etapa de encontros presenciais, os alunos contaram com mentoria online por mais 90 dias, feita por profissionais que atuam com as aeronaves não tripuladas e/ou negócios, para aperfeiçoamento técnico, desenvolvimento de projetos e construção de catálogo de serviços.


Aquecido


O mercado de drones está aquecido no Brasil. Segundo dados do Sistema de Aeronaves Não-Tripuladas (SISANT), mantido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), indicam que, atualmente, há mais de 155 mil cadastrados. Há 9 anos, quando passou a ser obrigatório esse registro, elas somavam apenas 16,5 mil. Um dos ramos em que o uso dos equipamentos mais cresce é o da agricultura, em que, se estima, o número já ultrapassa 35 mil, um avanço de 12 vezes em relação a 2021. No campo, as aeronaves são utilizadas em atividades como as de pulverização e de aplicação de insumos. Outros segmentos em que o uso é intensivo incluem aerocinematografia, aeropublicidade e aeroinspeção, aerolevantamento e segurança e/ou defesa civil.


O mercado de equipamentos aquecido significa, consequentemente, a abertura de postos de trabalho para a operação dos drones. Outro ponto positivo é o de que os salários costumam ser atrativos, que em alguns casos superam R$15 mil. Para atuar profissionalmente, é necessário ter certificações de voo e, dependendo da área de atuação, realizar cursos específicos, como o de Aplicador Aeroagrícola Remoto (Caar), exigido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de quem pretende prestar serviços no meio rural.


A capacitação no Sul Fluminense + Empreendedor permite aos egressos darem os primeiros passos em direção à carreira, mas vai além. “Ela contribui para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade no uso da tecnologia, e com a construção de portfólios que podem apoiar os jovens em relação a oportunidades profissionais”, relata Mayara.





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